criação de empresas de base tecnológica, também conhecidas como EBTs, Spin-offs ou start-ups, converteu-se numa das principais rotas de transferência de tecnologia para levar a investigação ao mercado e representam uma fonte de informação estratégica para a inteligência tecnológica.

Nesta guia prática de criação de empresas tecnológicas encontrará as principais chaves para a criação e o assessoramento sobre estas empresas:

Tipos de Empresas de base Tecnológica

As empresas tecnológicas podem ser de vários tipos segundo sua procedência

  • Spin-offs científicas: são um mecanismo habitual nas universidades e centros de investigação para transferir conhecimento científico à sociedade e estão sujeitas a um quadro legislativo y regulamentos em constante desenvolvimento.
  • Start-ups empresariais: são aquelas empresas intensivas em conhecimento e criadas desde o meio produtivo para explorar novas tecnologias, produtos, processos ou serviços no mercado de uma maneira mais ágil, inovadora e independente.

Regulamentos

As EBTs ou spin-offs científicas estão sujeitas a regulamentos nacionais que condiciona o seu processo de criação.. Principalmente em questões como a participação do pessoal investigador no capital social e órgãos de governo da empresa, a sua dedicação e a relação de transferência tecnológica com a universidade ou centro de investigação de procedência.

Além de que como ocorre na Universidade de Alicante, cada universidade ou centro de investigação tem um regulamento interno própria para a regulação destas empresas tecnológicas na sua criação, aprovação e lançamento como negócios tecnológicos.

Requisitos

Quando se lançam este tipo de empresas tecnológicas existem uma série de requisitos indispensáveis que marcam o processo de criação de tanto de spin-offs como start-ups, como são:

  • Dominar uma tecnologia com potencial comercial, suficientemente madura (TRL altos) e com oportunidades de negócio no mercado contrastada.
  • Assumir a liderança do projecto empreendedor e formar uma equipa promotora competitiva, comprometida e o mais multidisciplinar possível para combinar o desenvolvimento tecnológico com a gestão empresarial. Este é um factor estratégico para os investidores.
  • Desenvolver um modelo de negócio novedoso ou competitivo e factível a partir do produto ou serviço sobre o que se sustenta a ideia de negócio.
  • Proteger eficientemente o conhecimento científico como fonte de vantagens competitivas e activos intangíveis.
  • Desenvolver uma estratégia comercial inovadora, sólida para aceder ao mercado.
  • Desenvolver uma estratégia de networking paralela para a integração da futura empresa no ecossistema de inovação.

Estes factores estratégicos fazem parte das etapas do processo de criação de uma empresa de base tecnológica, cujo desenvolvimento requer um intenso esforço de inteligência estratégica para conhecer o mercado, os actores fundamentais e as possibilidades de negócio no horizonte. Também a maior parte de universidades e instituições de investigação contam com unidades de apoio à criação destas empresas tecnológicas, como é o caso do Programa UA: Empreende da Universidade de Alicante.

Ferramentas para o Plano de Empresa

plano de empresa convencional para a criação de empresas tecnológicas está sempre em transformação, porque a globalização do conhecimento científico gera um meio cada vez mais complexo, cambiante e volátil. O que obriga a aplicar metodologias e ferramentas cada vez mais ágeis e flexíveis que permitem desenhar propostas de negócio com garantias de sobrevivência e sustentabilidade.

Como sugere a “Guia de criação de empresas de base tecnológica desde os centros de investigação” de RedOtri (2017), as ferramentas de criação de empresas complementares mais comuns são:

inteligência tecnológica representa uma ferramenta estratégica para os emprendedores, com a que obter informação fiável e contrastada. Por isso, em #MoocVT encontrará módulos e exercícios como o Modelo Canvas de vigilância tecnológica.

Financiamento de empresas

procura de financiamento representa uma questão crucial nas diferentes etapas do ciclo de vida de uma empresa tecnológica. É vital desenhar uma estratégia de financiamento desde o lançamento do negócio, bem como participar em rodadas de negócio para conseguir capital.

As fontes de financiamento para empreendedores estruturam-se segundo o ciclo de vida da start-up, atendendo às etapa de crescimento. Cada fase do desenvolvimento do negócio implica umas problemáticas concretas com requerimentos económicos diferentes, que são a guia do tipo de investimento a perseguir em cada etapa.

Fonte:

Os instrumentos de financiamento mais comuns nas primeiras etapas de uma start-up concentram-se no financiamento necessário para dar forma à ideia de negócio, como por exemplo:

  • Contribuições dos promotores: tanto com fundos próprios dos empreendedores como com a contribuição de conhecimento, tempo e dedicação ao projecto empresarial quando ainda não existem benefícios.
  • Family, friends and fools: aquelas pessoas do círculo próximo dos empreendedores dispostas a contribuir con pequenas quantidades de dinheiro para desenvolver a ideia de negócio.
  • Business Angels: geralmente investidores individuais com experiência que injectam capital ao negócio emergente.
  • Aceleradoras para empreendedores: organizações especializadas que através de concursos, prémios e instalações, podem contribuir tanto com capital como assessoramento nas primeiras etapas de um projecto emprendedor.

Os instrumentos de financiamento mais comuns para start-ups na etapa de capital semente orientam-se para o desenvolvimento do produto no seu lançamento e sobrevivência no mercado, ajudando a superar o conhecido “vale da morte” e ampliando as opções de financiamento para:

  • Capital risco: através de sociedades, fundos e investidores profissionais.
  • Crowdfunding: com modalidades como pelo equity crowdfunding onde investidores contribuem capital a mudança de uma participação nas start-ups.
  • Rodadas de financiamento para levantar capital: costumam ser de diferentes tipos em função do capital que se pretende conseguir.
  • Subsídios, empréstimos e apoio ao emprendedor: com uma oferta exponencial de oportunidades, tanto públicas como privadas.
  • Sociedades de garantia recíproca para aceder a empréstimos em melhores condições.
  • Empréstimos participativos, orientados a financiar em longo prazo investimentos materiais e inmateriales da empresa, podendo-se converter depois em capital próprio.
  • Autofinanciamento: relativo aos fundos que se vão gerando com o transcurso da actividade empresarial da start-up.

inteligência tecnológica constitui também uma ferramenta indispensável para a localização de fontes e oportunidades de financiamento na criação de empresas tecnológicas. Por isso, em #MoocVT encontrarás módulos de aprendizagem para isso.